Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog de r.g.de.oliveira
 


Ad eternum

Ad eternum

 

 

Não posso parar no meio da rua que um ‘automovente’ me atropelará por certo.

 

Não posso parar no meio de um rio que ele me levará para sempre e eu não mais serei eu e nem eu seria eu se porventura achado, apenas, corpo.

 

A vida é suportável porque sou forte e mais forte que eu apenas o meu eu eu meu eu que eu não mando mas que é eu. SOU EU.

 

Bem depressa pelo tempo

Vou andando

Rita vai junto

Arary filosofa

Anahi filosofa

E Arary

E Anahi

E Rita

Companheiros inseparáveis de jornada pelo tempo.

 

O tempo não o quero

Ele é apenas representação da realidade

Eu sou real sem tempo

Fração não sou não somos não seremos

E a parte fica no indivíduo egoísta

Como o todo somos nós.

 

A eternidade está para mim como está para Rita

Para Anahi para Arary

E a eternidade é ‘ terna’

Já dissera eu menino

Sem as cãs brancas que hoje me cobrem.

 

O moto-contínuo é uma verdade

Moto-serra serra o tempo

Mas o tempo não me serra

Eu cerro o tempo

Porque sou eterno

E nem criado fui

Fui apenas concebido

Por pai e mãe

E pai eu sou como sabem Anahi e Arary.

 

O que fazer com o tempo que insiste em ser soberano parceiro e poderoso.

Eu não quero o tempo

E menos ainda uma representação da realidade

Eu sou a própria realidade

Real e sem comparação e sem medida de tempo

Espaço tanto

Que o tanto muda o tempo ou o tempo muda?

 

Vou

Sendo eu

Sou e vou

Estou

Na lápide que não é fim

É começo de um novo começo

Mas a lápide encerra um tempo

Que não sou eu por que sou a realidade.

 

Arary e Anahi vice-verso verso vice não sei.

 

Apenas que ando e vou sou.

Estou.

Ahhhhhh! Venci o tempo

E da realidade que sou

Apenas ficaram

As minhas pobres ações

Ternas eternas -  à realidade

Me torno

Sou.



Escrito por r.g.de.oliveira às 18h41
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]