Ad eternum
Ad eternum
Não posso parar no meio da rua que um ‘automovente’ me atropelará por certo.
Não posso parar no meio de um rio que ele me levará para sempre e eu não mais serei eu e nem eu seria eu se porventura achado, apenas, corpo.
A vida é suportável porque sou forte e mais forte que eu apenas o meu eu eu meu eu que eu não mando mas que é eu. SOU EU.
Bem depressa pelo tempo
Vou andando
Rita vai junto
Arary filosofa
Anahi filosofa
E Arary
E Anahi
E Rita
Companheiros inseparáveis de jornada pelo tempo.
O tempo não o quero
Ele é apenas representação da realidade
Eu sou real sem tempo
Fração não sou não somos não seremos
E a parte fica no indivíduo egoísta
Como o todo somos nós.
A eternidade está para mim como está para Rita
Para Anahi para Arary
E a eternidade é ‘ terna’
Já dissera eu menino
Sem as cãs brancas que hoje me cobrem.
O moto-contínuo é uma verdade
Moto-serra serra o tempo
Mas o tempo não me serra
Eu cerro o tempo
Porque sou eterno
E nem criado fui
Fui apenas concebido
Por pai e mãe
E pai eu sou como sabem Anahi e Arary.
O que fazer com o tempo que insiste em ser soberano parceiro e poderoso.
Eu não quero o tempo
E menos ainda uma representação da realidade
Eu sou a própria realidade
Real e sem comparação e sem medida de tempo
Espaço tanto
Que o tanto muda o tempo ou o tempo muda?
Vou
Sendo eu
Sou e vou
Estou
Na lápide que não é fim
É começo de um novo começo
Mas a lápide encerra um tempo
Que não sou eu por que sou a realidade.
Arary e Anahi vice-verso verso vice não sei.
Apenas que ando e vou sou.
Estou.
Ahhhhhh! Venci o tempo
E da realidade que sou
Apenas ficaram
As minhas pobres ações
Ternas eternas - à realidade
Me torno
Sou.
Escrito por r.g.de.oliveira às 18h41
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